Os ferimentos ou traumatismo oculares ocorridos no local de trabalho acontecem, principalmente, em atividades industriais. Isso porque os riscos não são percebidos ou, mesmo, por falta de prevenção. Mas é possível eliminar o perigo com medidas simples como o uso de óculos de segurança, protetor facial e cuidados coletivos como o isolamento de áreas de solda, esmerilhamento e outras fontes geradoras de raios e arremesso de partículas. É importante saber que, cerca de 85% dos traumas oculares podem gerar danos permanentes, inclusive a cegueira. Por isso, é fundamental prevenir os acidentes nos olhos; cuja função é essencial para a realização do trabalho.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 98% dos acidentes poderiam ser evitados. Muitas vezes, são percebidos horas mais tarde com o aparecimento de sintomas como irritação, hiperemia (olhos vermelhos) ou sensação de corpo estranho (cisco, serragem areia ou sujeira). As lesões mais encontradas são: úlceras traumáticas (feridas por choque), queimaduras, impactos e cortes e, até, perfuração do globo ocular.

Principais problemas oculares:
Conjuntivite: causada por reações alérgicas ou por infecções
Lesões da superfície da córnea: comum em atividades industriais, causado por arranhões provocados por cisco, serragem areia ou sujeira; podendo levar à feridas na córnea.
Queimaduras químicas e físicas: quando há contato com agentes químicos ou exposição a reações luminosas intensas.

Situações de extrema gravidade causadas por:
Lesões penetrantes: resultado de traumatismo ocular por materiais pontudos: facas madeira, prego, vidro, projétil (tiro), estilhaço etc.
Lesões contusas: causados por choque, que pode ser um soco, uma bolada, batida de carro ou por peça sem ponta. Esses atingem a estrutura dos olhos.
Fratura de órbita: quando o local onde fica o globo ocular é quebrado por forte impacto, aumentando, muito, a pressão interna na cavidade. Neste caso, a vítima pode ter visão dupla, edema (pálpebra inchada), equimose periocular (olho roxo), enoftalmo (retração do olho pra dentro do espaço que o envolve) e, pode sentir todo o rosto anestesiado.

Primeiros socorros oculares
Nas queimaduras químicas, lavar os olhos com água limpa em abundância é uma medida importante, para socorrer a vítima após um acidente ocular. Mas no caso de uma perfuração, é urgente que se encaminhe o acidentado ao oftalmologista para um atendimento mais eficaz.

NÃO SE DEVE usar colírio anestésico, a não ser que seja um profissional habilitado; tal procedimento é realizado apenas durante o exame do olho acidentado. Comprimir o globo ocular, até que seja conhecido o tamanho do problema, deve ser evitado.
É essencial, em caso de acidente, a avaliação de um oftalmologista, por ser habilitado para realizar o diagnóstico, inclusive, com equipamentos necessários para um adequado exame de olho.

Fonte: Revista Veja Bem

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