Durante todo o mês de junho, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia e a Campanha Violet Junevão divulgar informações sobre o ceratocone, com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença que começa geralmente na adolescência e, se não diagnosticada precocemente e tratada, pode levar à necessidade de um transplante de córnea.

Edna Almodin, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, explica que este ano, em virtude da pandemia do coronavírus, não haverá exames presenciais, como no ano passado. A Campanha será feita através de vídeos e mensagens da Sociedade, tendo como preocupação principal chamar a atenção para o perigo de esfregar ou coçar os olhos.

Segundo a presidente da SBO e as coordenadoras da Campanha, Jordana Sandes e Belquiz Amaral Nassaralla, a desinformação pode ser mais prejudicial que a doença, razão da importância da Campanha e daconsulta periódica a um médico oftalmologista.

O ceratocone é uma doença de origem hereditária, degenerativa, e atinge uma em cada duas mil pessoas. “A doença ainda é a principal causa de transplantes de córnea no Brasil- entre os mais de 23 mil transplantes realizados por ano, mais de 13 mil são de córnea”, informam as coordenadoras.

O que é o Ceratocone? Quem é mais afetado?


Encurvamento irregular da córnea, que pode assumir formato de cone

O Ceratocone é uma doença de origem hereditária, degenerativa, e atinge uma em cada duas mil pessoas. “A doença ainda é a principal causa de transplantes de córnea no Brasil- entre os mais de 23 mil transplantes realizados por ano, mais de 13 mil são de córnea”, informam as coordenadoras Jordana Sandes e Belquiz Amaral Nassaralla, de Goiânia (GO).

– É uma doença progressiva da córnea na qual há encurvamento irregular da córnea, que a pode levar a assumir formato de cone, levando ao aparecimento de miopia e elevado grau de astigmatismo irregular com acentuada baixa da acuidade visual.

– Os sintomas apresentados pelo paciente no início da doença são desconforto visual, dor de cabeça, fotofobia, baixa da acuidade visual e troca frequente das lentes dos óculos. Ela acomete adolescentes ou adultos jovens e pode evoluir por toda a vida, embora, normalmente se estabilize após os 35 anos. Tende a ser mais comum em pacientes do sexo feminino.

Como tratar e prevenir?

Infelizmente não há formas de prevenção, acrescentam as coordenadoras. “Como toda doença, existe uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O tratamento da alergia associado à educação para evitar coçar ou fazer pressão nos olhos (como dormir de bruços) pode evitar a progressão da doença. Retirar esse estímulo reduz a gravidade da doença”.

Os óculos são a primeira opção para melhorar a visão, sendo as lentes de contato especiais indicadas quando a correção não é satisfatória. Entretanto, mesmo com boa visão, o acompanhamento deve ser feito por exames complementares para verificar se há progressão da doença.

No caso de progressão da doença, comprovada pela piora da visão, troca frequente de óculos, progressão nas medidas topográficas e diminuição da córnea, deve-se efetuar o tratamento, que consiste em crosslink e/ou implante do anel intracorneano, o que precede eventualmente o transplante de córnea. Quanto mais precoce o tratamento, desde que haja progressão, melhores são os resultados visuais.

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